Em 30 segundos

  • MEI é o único realmente gratuito: a formalização sai sem custo pelo Portal do Empreendedor (gov.br, 2026).
  • Demais tipos, R$ 500 a R$ 3.000 de abertura: somando taxa da Junta, certificado digital e honorários.
  • O gasto mensal pesa mais que a abertura: impostos, honorários contábeis e pró-labore voltam todo mês.
  • Abertura grátis tem letra miúda: costuma ser honorário isento condicionado a um plano contábil mensal.
  • O valor varia por estado e atividade: porque cada Junta e cada prefeitura tem sua própria tabela.

R$ 0MEI

Abertura do MEI é gratuita no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026).

R$ 500 a 3.000

Faixa de mercado para abrir EI, SLU, ME, EPP ou LTDA em 2026, somando Junta, certificado e honorários.

R$ 150 a 400/ano

Certificado digital e-CNPJ (A1), preço livre de cada Autoridade Certificadora da ICP-Brasil (gov.br, 2026).

R$ 82 a 87/mês

DAS-MEI 2026, valor fixo mensal conforme a atividade (Receita Federal, 2026).

Conteúdo informativo; valores variam conforme o caso. Consulte um contador para análise concreta.

Abrir empresa de graça é a promessa mais repetida do mercado de contabilidade online. Raramente é a verdade completa. Mesmo na abertura sem honorários, o CNPJ continua tendo custo de governo, certificado digital e, principalmente, um gasto mensal que quase ninguém soma antes de decidir. Este guia põe todos os números na mesa. A ideia é simples: separar o que se paga uma vez do que volta todo mês. Para a visão geral do processo, veja também nosso guia de como abrir uma empresa.

Quais são as duas perguntas que você precisa separar?

As duas contas do CNPJ

Existem duas perguntas, não uma. Quanto custa abrir (gasto único) e quanto custa manter (gasto mensal). Misturar as duas é o erro mais comum de quem orça a decisão. A abertura de CNPJ pela Redesim (gov.br, 2026) é só o ponto de partida.

A maioria das pessoas pesquisa quanto custa abrir empresa pensando num único número. Mas o orçamento honesto tem duas linhas. A primeira é o gasto de abertura, que você paga uma vez para tirar o CNPJ do papel. A segunda é o gasto de manutenção, que volta todo mês enquanto a empresa existe.

Quem soma só a abertura tem uma surpresa na primeira mensalidade. Em nossa experiência, é justamente o custo recorrente que decide se o negócio fecha as contas. Por isso este guia trata as duas linhas em seções separadas, na ordem em que elas aparecem na sua vida.

Quanto custa abrir uma empresa por tipo?

Faixa de custo por tipo

O MEI é gratuito. EI, SLU, ME, EPP e LTDA costumam custar entre R$ 500 e R$ 3.000 para abrir, e podem chegar a cerca de R$ 5.000 em estados ou atividades mais complexas. A diferença está na taxa da Junta, no certificado e nos honorários. Os limites de porte seguem a Lei Complementar 123/2006 (Planalto).

MEI: gratuito no Portal do Empreendedor

A formalização do Microempreendedor Individual não tem custo de abertura. O registro é feito online, em minutos, pelo Portal do Empreendedor (gov.br, 2026), com CNPJ na hora. Não há taxa de Junta nem honorário de abertura. O MEI também não é obrigado a ter contabilidade. Se a sua atividade cabe nesse formato, veja como abrir um MEI.

EI, SLU, ME, EPP e LTDA: a faixa de mercado

Para os demais tipos, a abertura tem custo porque envolve registro na Junta Comercial e contabilidade. A faixa praticada pelo mercado fica entre R$ 500 e R$ 3.000, somando os componentes abaixo. Os portes ME (até R$ 360 mil por ano) e EPP (até R$ 4,8 milhões por ano) seguem a Lei Complementar 123/2006 (Planalto). S/A e Sociedade Simples são naturezas menos comuns na primeira empresa, com custo acima dessa faixa, e ficam fora do escopo aqui.

Os componentes do custo de abertura são:

  • Taxa da Junta Comercial: definida por cada Junta estadual, com tabela própria por ato de registro; consulte o valor na Junta do seu estado, como a JUCESP em São Paulo.
  • Certificado digital e-CNPJ: faixa de mercado de R$ 150 a R$ 400 por ano. O preço é definido por cada Autoridade Certificadora privada da ICP-Brasil, não é tabelado (gov.br, 2026).
  • Honorários contábeis de abertura: cobrados pelo escritório que conduz o processo.
  • Capital social: não é uma taxa, é um aporte do sócio na empresa.
  • Registro de marca no INPI: opcional, cobrado por pedido segundo a tabela de retribuições do INPI (2026).
Tipo de empresaFaixa de abertura (2026)Custo mensal principalContabilidade
MEIGratuitoDAS fixo (cerca de R$ 82 a R$ 87)Não obrigatória
EI / SLUR$ 500 a R$ 2.000Imposto do regime mais honoráriosObrigatória
ME / EPP / LTDAR$ 800 a R$ 3.000Simples (ou regime) mais honorários e pró-laboreObrigatória
Casos complexosAté cerca de R$ 5.000Varia por atividade e estadoObrigatória
Faixas de referência de mercado para 2026, não tabela de preços da Alvera; variam por estado, atividade e fornecedor. DAS-MEI conforme Receita Federal (2026); limites de porte conforme Lei Complementar 123/2006 (Planalto).

Em números de referência de mercado para 2026: o MEI é gratuito; um EI ou SLU costuma sair de R$ 500 a R$ 2.000; uma ME ou LTDA, de R$ 800 a R$ 3.000; e casos mais complexos podem chegar a cerca de R$ 5.000. Trate cada faixa como ponto de partida, nunca como preço fechado.

A verdade sobre abrir empresa de graça

Abrir empresa de graça existe?

Gratuito de verdade, só o MEI no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026). Para os demais tipos, abertura grátis quase sempre significa honorários de abertura isentos, condicionados a contratar um plano contábil mensal. As taxas de governo e o certificado digital continuam existindo.

Vale entender a letra miúda. Quando uma plataforma anuncia abertura gratuita, ela costuma isentar apenas a própria mão de obra. A taxa da Junta Comercial é cobrada pelo estado, não pela contabilidade, e segue sendo paga. O certificado digital também. Em troca da isenção, você assume um contrato de mensalidade.

Não há nada de errado nesse modelo. O problema é chamar de CNPJ de graça o que é, na verdade, um custo adiado para o mês seguinte. Como contadoras reguladas pelo CFC e pelos CRC, com ética definida na NBC PG 01, preferimos mostrar o número inteiro. A decisão consciente vale mais que a manchete.

Quanto custa um CNPJ por mês?

O custo mensal do CNPJ

O custo mensal do CNPJ reúne impostos, honorários contábeis e pró-labore. No MEI, o tributo é o DAS fixo, que em 2026 fica entre cerca de R$ 82 e R$ 87, conforme a atividade (Receita Federal, 2026). Nos demais, somam-se o Simples (ou outro regime) e os honorários, que ficam entre R$ 200 e mais de R$ 1.000 por mês, segundo o mercado.

Esta é a conta que decide o orçamento. O CNPJ tem manutenção mensal, e ela varia muito conforme o porte e o regime. No MEI, o valor é enxuto: um DAS fixo por mês, que reúne INSS e o imposto da atividade. Em 2026, esse DAS fica entre cerca de R$ 82 e R$ 87, conforme a atividade (Receita Federal, 2026).

Na ME ou EPP, a conta tem mais linhas. Há o imposto do regime (no Simples Nacional, o DAS calculado por anexo e faturamento), os honorários contábeis e o pró-labore dos sócios, que tem INSS sobre ele. A contabilidade, aliás, é obrigatória para todos os tipos exceto o MEI, conforme o CFC.

Para escolher entre os dois caminhos, o que pesa não é só o imposto, mas o conjunto: limite de faturamento, obrigatoriedade contábil e o tipo de cliente. Compare em detalhe abrir empresa no Simples Nacional ou como MEI.

Por que os valores variam tanto de um lugar para o outro?

Por que o custo é uma faixa

Cada Junta Comercial estadual tem sua própria tabela de taxas, e cada prefeitura cobra o alvará de um jeito. A atividade (o CNAE) ainda pode acionar Vigilância Sanitária, Corpo de Bombeiros ou conselhos de classe. Por isso o custo honesto é uma faixa, não um número fechado.

Quando você vê preços diferentes em cada site, não é contradição. É a realidade federativa. A taxa de registro em São Paulo não é a mesma do Rio ou de Minas, porque cada Junta Comercial define a sua. O alvará de funcionamento, por sua vez, sai da prefeitura, e cada município cobra o seu.

Some a isso a atividade. Um CNAE de restaurante aciona a Vigilância Sanitária; um espaço com público exige o Corpo de Bombeiros; profissões regulamentadas pedem registro em conselho (CREA, CRO, CRM). Cada exigência tem seu custo. Por isso trabalhamos com faixas e orçamos o caso real, em vez de fingir precisão que a lei não permite.

Reforma Tributária 2026: por que errar o enquadramento ficou mais caro

Atenção ao enquadramento na abertura

Com a transição da CBS e do IBS prevista na reforma, a definição do regime tributário tende a ocorrer cada vez mais cedo, já no fluxo de abertura pela Redesim (gov.br, 2026). Por isso o custo de errar o enquadramento cresce: refazer processo, retrabalho e risco de pagar mais imposto do que o devido.

A Reforma Tributária muda a ordem das decisões. Antes, dava para ajustar o regime depois de abrir. Agora, a definição tende a ocorrer já na abertura, dentro da Redesim. Isso significa que a escolha de enquadramento deixa de ser um detalhe posterior e vira parte do próprio nascimento da empresa.

A consequência prática é direta. Errar o enquadramento custa mais do que antes: pode obrigar a refazer etapas, gerar retrabalho de alteração contratual e fazer a empresa recolher mais imposto do que o devido. Não se trata de prometer economia, e sim de evitar pagar a mais por uma escolha mal calibrada. Para decidir com critério, compare o Simples Nacional e o MEI.

Quanto custa não ter contador ou errar o enquadramento?

O custo de não ter contador

O custo de não ter contador aparece tarde e costuma ser maior que o honorário. Multas por obrigação acessória não entregue, impossibilidade de emitir nota sem certificado, bloqueio do CNPJ e retrabalho de alteração contratual são riscos concretos. Para os tipos exceto o MEI, a contabilidade é obrigatória (CFC).

O honorário contábil parece um custo a cortar. Visto de perto, ele é mais proteção do que despesa. Uma obrigação acessória esquecida vira multa. Um certificado não emitido trava a primeira nota fiscal. Um enquadramento errado pode levar a empresa a pagar mais imposto do que precisaria, ou a recolher menos e cair em irregularidade.

E quanto paga de imposto, por exemplo, uma PJ que fatura R$ 20 mil por mês? Não dá para cravar um número. Depende do regime, do anexo do Simples e do Fator R, que considera a folha de pagamento. Esse cálculo é justamente o trabalho do contador. Para entender a lógica antes de decidir, veja abrir empresa no Simples Nacional ou como MEI.

Perguntas frequentes

Qual o custo de abrir uma empresa?

Depende do tipo. O MEI é gratuito no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026). EI, SLU, ME, EPP e LTDA costumam custar entre R$ 500 e R$ 3.000 para abrir, somando taxa da Junta, certificado digital e honorários. Além da abertura, há o custo mensal de manter o CNPJ.

Quanto custa abrir uma empresa MEI?

A abertura do MEI não tem custo. A formalização é online e gratuita pelo Portal do Empreendedor (gov.br, 2026), com CNPJ na hora, sem taxa de Junta nem honorário de abertura. O que existe depois é o DAS mensal, um valor fixo que em 2026 fica entre cerca de R$ 82 e R$ 87, conforme a atividade (Receita Federal, 2026).

Quanto custa abrir uma empresa LTDA?

Uma LTDA exige registro na Junta Comercial e contabilidade, então a abertura costuma ficar na faixa de R$ 800 a R$ 3.000, somando taxa da Junta (varia por estado), certificado digital e honorários. Em estados ou atividades mais complexas, pode chegar a cerca de R$ 5.000. Trate como faixa, não número fixo.

Quanto custa abrir uma empresa no Simples Nacional?

O Simples Nacional é um regime tributário, não um tipo de empresa. O custo de abertura é o da natureza jurídica (ME ou EPP, por exemplo), entre R$ 500 e R$ 3.000. O Simples afeta o custo mensal: o imposto vai numa guia única, o DAS, calculado por anexo e faturamento (Lei Complementar 123/2006, Planalto).

Qual o valor do CNPJ por mês?

Não há valor único. No MEI, é o DAS fixo mensal, entre cerca de R$ 82 e R$ 87 em 2026, conforme a atividade (Receita Federal, 2026). Na ME no Simples, soma-se o imposto do regime, os honorários contábeis (R$ 200 a mais de R$ 1.000, segundo o mercado) e o pró-labore com INSS. O total depende do porte, do regime e do faturamento.

É possível abrir CNPJ sendo CLT?

Na maioria dos casos, sim. Ter carteira assinada não impede, por si só, ser sócio ou titular de empresa. Existem exceções para alguns cargos públicos e situações específicas. Como há detalhes contratuais a checar, vale confirmar o seu caso. Veja também como abrir uma empresa.

O certificado digital é obrigatório?

Para emitir nota fiscal e acessar os portais do governo, sim. O e-CNPJ na versão A1 tem validade de cerca de um ano e custa, no mercado, algo entre R$ 150 e R$ 400, preço definido por cada Autoridade Certificadora privada da ICP-Brasil (gov.br, 2026). O MEI tem regras próprias de emissão de nota e nem sempre precisa do certificado para tudo.

A.

Time Alvera

Contabilidade Consultiva · CRC/SP

A Alvera é uma contabilidade consultiva que atende empresas em todo o Brasil, do MEI ao Lucro Real. Nosso time combina contadores experientes com analistas tributários que acompanham as mudanças regulatórias para que o cliente nunca pague mais imposto do que precisa.

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