Abrir uma empresa não é só preencher formulários na Junta Comercial. É a primeira decisão tributária do seu negócio. O formato societário, o porte e o regime que você define agora acompanham a empresa por anos. E 2026 chega como ano de transição para a Reforma Tributária, com a CBS e o IBS entrando em cena. Por isso a escolha pede contexto, não promessas. Este guia mostra o caminho completo: os tipos de empresa, o passo a passo pela Redesim, custos honestos apresentados em faixas e o que muda com a Reforma. Tudo com fontes oficiais e sem garantir economia, porque a ética contábil (NBC PG 01) não permite prometer resultado.
Em 30 segundos
- Três decisões, não uma: “tipo de empresa” combina formato jurídico (EI, SLU, LTDA), porte (MEI, ME, EPP) e regime tributário (Simples, Presumido, Real).
- A EIRELI acabou: foi extinta pela Lei 14.195/2021 e convertida em SLU. Guias que ainda a listam estão desatualizados.
- CNPJ é gratuito: a emissão pela Receita não tem custo (Redesim/gov.br, 2026). O MEI também é gratuito no Portal do Empreendedor.
- Fluxo único: a Redesim integra viabilidade, registro, CNPJ, inscrições e licenciamento em um só processo.
- Reforma em transição: CBS e IBS começam a substituir cinco tributos a partir de 2026 (EC 132/2023), e isso reforça a importância da escolha de regime.
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Decisões estruturais antes do registro: formato jurídico, porte e regime tributário.
R$ 81mil
Teto anual de faturamento do MEI em 2026 (Portal do Empreendedor/gov.br).
R$ 4,8mi
Teto anual de receita bruta para o Simples Nacional (LC 123/2006).
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Etapas integradas pela Redesim, da viabilidade à conta PJ.
Conteúdo informativo; limites e valores seguem as fontes oficiais e podem mudar com novas normas.
O que decidir antes de abrir uma empresa?
Antes de qualquer formulário, decida três coisas: o formato jurídico (vai ter sócios ou não), o porte (faturamento esperado no primeiro ano) e o regime tributário. Some a isso o CNAE da atividade. Essas escolhas definem responsabilidade, impostos e obrigações da empresa, e mudar depois custa tempo e dinheiro.
Abrir empresa é uma decisão antes de ser um processo. Quem trata o tema como “preencher cadastro” costuma escolher o enquadramento errado e refazer tudo meses depois. Três eixos sustentam a decisão: o formato societário (você abre sozinho ou com sócios?), o porte (quanto espera faturar?) e o regime tributário (como a empresa vai apurar impostos?).
Antes desses três, vem a validação básica. Sua atividade existe como CNAE? Ela é regulamentada por algum órgão de classe? Tem demanda real? Não precisa de um plano de negócio de cem páginas. Precisa de clareza sobre o que você vai vender, para quem, e quanto isso deve gerar no primeiro ano. Esse número, mesmo aproximado, já orienta a escolha de porte e regime.
O CNAE (Classificação Nacional de Atividades Econômicas) merece atenção desde o início. Ele define o objeto social, influencia o regime permitido e pode exigir licenças específicas. Errar o CNAE principal é um dos tropeços mais comuns de quem abre sem orientação. Em nossa experiência, esse é o ponto onde uma conversa de trinta minutos com um contador evita meses de retrabalho.
Quais são os tipos de empresa?
“Tipo de empresa” pode significar três coisas diferentes: o formato jurídico (EI, SLU ou LTDA), o porte (MEI, ME ou EPP, pela LC 123/2006) e o regime tributário (Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real). A confusão comum mistura os três eixos. Toda empresa combina um item de cada.
A pergunta “quais são os tipos de empresa?” tem uma resposta que poucos guias explicam direito. Não existe uma lista única. Existem três eixos que se combinam. Uma mesma empresa, por exemplo, pode ser uma Sociedade Limitada (formato), Microempresa (porte) e optante pelo Simples Nacional (regime). Entender essa separação evita o erro clássico de confundir MEI (porte) com uma natureza jurídica.
Formato jurídico: EI, SLU e LTDA (e por que a EIRELI não existe mais)
O formato jurídico responde a uma pergunta simples: quem assume a empresa e até onde vai a responsabilidade. São três opções principais hoje.
O Empresário Individual (EI) é a pessoa física que exerce atividade empresarial em nome próprio. Não há sócios e, em regra, não há separação plena entre o patrimônio pessoal e o da empresa. A Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) permite abrir sozinho com responsabilidade limitada ao capital, sem precisar de um sócio de fachada. A Sociedade Limitada (LTDA) é a sociedade entre dois ou mais sócios, com responsabilidade limitada e quotas definidas no contrato social.
E a EIRELI? Ela não existe mais. A Lei 14.195/2021 extinguiu a EIRELI, e os registros existentes foram convertidos automaticamente em SLU (Lei 14.195/2021, Planalto). Se um guia ainda apresenta a EIRELI como opção vigente, ele está desatualizado. Hoje, quem quer abrir sozinho com responsabilidade limitada usa a SLU.
EI, SLU e LTDA: quem responde pela empresa
Comparativo dos três formatos jurídicos mais usados para abrir uma empresa no Brasil.
| Critério | EI | SLU | LTDA |
|---|---|---|---|
| Sócios | Nenhum (pessoa física) | 1 (titular único) | 2 ou mais |
| Responsabilidade | Em regra ilimitada | Limitada ao capital | Limitada às quotas |
| Capital mínimo | Sem exigência legal | Sem exigência legal | Sem exigência legal |
Porte: MEI, ME e EPP
O porte é definido pela receita bruta anual e organiza benefícios e limites. O MEI (Microempreendedor Individual) é a porta de entrada da formalização, com faturamento limitado a R$ 81.000 por ano (Portal do Empreendedor/gov.br, 2026). A Microempresa (ME) fatura até R$ 360.000 por ano. A Empresa de Pequeno Porte (EPP) vai de R$ 360.000 até R$ 4.800.000 por ano, que é o teto do Simples Nacional (LC 123/2006, Planalto). Propostas de reajuste do teto do MEI tramitam no Congresso, mas o limite em vigor segue sendo R$ 81.000.
Atenção ao teto do MEI
Quem já é MEI e se aproxima do limite precisa planejar a migração para ME ou LTDA antes de estourar o teto. Fazer isso de forma reativa, depois de ultrapassar o limite, costuma gerar custo extra e tributação retroativa.
Regime tributário: Simples, Presumido e Real
O regime define como a empresa apura e paga impostos. O Simples Nacional unifica vários tributos em uma guia (DAS) e organiza as atividades em anexos (I a V), conforme o ramo. O Lucro Presumido calcula o imposto sobre uma margem presumida de lucro, útil para algumas atividades de serviço. O Lucro Real apura sobre o lucro efetivo e é obrigatório acima de certo faturamento ou para setores específicos.
Não existe regime melhor em abstrato. O ideal depende da margem, da folha de pagamento, do tipo de cliente (pessoa física ou jurídica) e da atividade. Por isso a Alvera não promete economia: promete simulação honesta. A escolha certa reduz risco e dor de cabeça; qualquer número de imposto só faz sentido depois de uma análise do caso concreto.
A Reforma Tributária 2026 e quem está abrindo empresa agora
A Reforma muda como abro minha empresa?
O processo de abrir (Redesim, contrato social, CNPJ) continua igual em 2026. O que muda é o contexto tributário: a Reforma começa a substituir cinco tributos por CBS e IBS, em transição. Isso torna a escolha de regime mais sensível, mas não altera as etapas de registro nem cria nova taxa para abrir.
A Emenda Constitucional 132/2023 (Planalto) instituiu o IVA dual brasileiro. Dois novos tributos sobre o consumo, a CBS (federal) e o IBS (estadual e municipal), vão substituir gradualmente cinco tributos atuais: PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS. A transição começa em 2026 e se estende por anos, com os dois sistemas convivendo durante o período.
Para quem abre empresa agora, dois pontos importam. Primeiro, o Simples Nacional foi mantido: o optante segue na guia unificada, com regras específicas de transição definidas na lei que regulamenta a Reforma (Lei Complementar 214/2025, Planalto). Segundo, a Reforma traz mecanismos novos de recolhimento, como o split payment, em que o tributo é separado no momento do pagamento da operação.
O efeito prático, na nossa leitura, é que a decisão de regime ganha peso. Quem vende para outras empresas (B2B) e quem vende para o consumidor final (B2C) podem ter resultados diferentes dentro do novo modelo de créditos. Nada disso significa economia garantida. Significa que vale acompanhar a escolha com um contador, em vez de definir o regime no automático e revisar só quando o problema aparece.
Como abrir uma empresa passo a passo pela Redesim?
São cinco etapas integradas pela Redesim: consulta de viabilidade e nome, contrato social ou requerimento de empresário, registro na Junta Comercial e emissão do CNPJ, inscrições estadual e municipal com alvará e licenças, e por fim certificado digital e conta PJ. A Redesim conecta esses órgãos em um fluxo único (Redesim/gov.br, 2026).
O grande diferencial do processo atual é a Redesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios). Em vez de tratar Junta Comercial, Receita e Prefeitura como ilhas separadas, ela integra viabilidade, registro, inscrições e licenciamento. Em vários estados, isso aparece como um Balcão Único: você envia um conjunto de dados e o sistema distribui as informações entre os órgãos.
- Consulta de viabilidade e nome empresarial. Tudo começa pela consulta de viabilidade, feita pela Redesim ou pela Junta Comercial. Ela verifica se o nome empresarial pretendido está disponível e se a atividade pode ser exercida no endereço escolhido (uso do solo). Em seguida, gera-se o DBE (Documento Básico de Entrada) na Receita Federal.
- Contrato social ou requerimento de empresário. O ato constitutivo depende do formato. Para o EI, é o requerimento de empresário. Para SLU e LTDA, é o contrato social, que define objeto social, capital social, CNAE principal e secundários e a participação de cada sócio. Atividades regulamentadas (saúde, engenharia, contabilidade) podem exigir registro em órgão de classe.
- Registro na Junta Comercial e emissão do CNPJ. Com o ato constitutivo pronto, vem o registro na Junta Comercial. Pelo Balcão Único, o registro e a inscrição no CNPJ ocorrem de forma integrada com a Receita Federal. A emissão do CNPJ é gratuita (Receita Federal, 2026). Vale acompanhar a transição para o CNPJ alfanumérico, em implantação a partir de 2026; o número passa a combinar letras e dígitos, mantendo formato e tamanho.
- Inscrições estadual e municipal, alvará e licenças. Conforme a atividade, a empresa precisa de inscrição estadual (na Secretaria da Fazenda, para quem comercializa ou industrializa) e de inscrição municipal ou CCM (para prestadores de serviço). Somam-se o alvará de funcionamento e, dependendo do ramo, licenças específicas: sanitária, ambiental ou do corpo de bombeiros (AVCB). É aqui que os prazos mais variam entre cidades.
- Certificado digital e conta PJ. Por fim, o certificado digital e-CNPJ (nos modelos A1 ou A3) permite emitir nota fiscal e cumprir obrigações eletrônicas. Com o CNPJ e o certificado em mãos, abre-se a conta bancária PJ. A partir daí, a empresa está apta a operar, faturar e cumprir suas obrigações acessórias.
Quanto custa abrir uma empresa em 2026?
Quanto custa, de fato
O CNPJ em si é gratuito (Receita Federal, 2026), e o MEI também (Portal do Empreendedor). O custo de abertura vem de outros itens: taxa da Junta Comercial, alvará e licenças, certificado digital e honorários contábeis. O valor total varia muito por estado e atividade, por isso aqui ele aparece em faixas, nunca como tabela fechada.
Existe muita confusão entre abrir CNPJ e custo de uma empresa. A emissão do CNPJ não tem taxa. O que tem custo são os serviços ao redor. Veja os componentes mais comuns, em faixas de referência de mercado que variam por estado e fornecedor, lembrando que estes não são valores oficiais da Alvera.
| Componente | Faixa de referência (2026) |
|---|---|
| Emissão do CNPJ e formalização do MEI | Gratuito |
| Taxa da Junta Comercial | R$ 100 a R$ 600 |
| Alvará e licenças | R$ 50 a R$ 2.000 ou mais |
| Certificado digital (modelo A1) | R$ 150 a R$ 400 |
| Honorários contábeis de abertura | R$ 500 a R$ 3.000 |
E o tal CNPJ por mês? Essa busca confunde abertura com custo recorrente. Não há mensalidade para manter o CNPJ ativo na Receita. O que existe de recorrente são os impostos do regime (o DAS do Simples, por exemplo) e, se você contratar, os honorários contábeis mensais. São despesas de operação, não taxa de abertura.
O MEI é o caso mais barato: a formalização é gratuita no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026), e o custo mensal é o DAS-MEI, um valor fixo atrelado ao salário mínimo (5% para o INSS, mais R$ 1 de ICMS ou R$ 5 de ISS, conforme a atividade). Para ME e LTDA, faz sentido orçar os quatro componentes acima.
Quanto tempo demora e quem pode abrir
O prazo varia conforme a atividade, o estado e as licenças exigidas. Pelo Balcão Único da Redesim, o registro e o CNPJ de uma atividade simples saem em poucos dias. Quando a atividade depende de vistoria sanitária, ambiental ou de bombeiros, o prazo se estende por semanas. Quase qualquer pessoa pode abrir, com poucas exceções legais.
Quanto tempo demora para abrir uma empresa?
Não há um número único. Quando a atividade não exige licença específica, o registro e o CNPJ podem sair em poucos dias, às vezes em 24 horas, pelo Balcão Único. Quando há licenciamento sanitário, ambiental ou de bombeiros, o prazo se estende e pode chegar a algumas semanas. A diferença está menos no registro e mais nas licenças da sua atividade e do seu município.
Dá para abrir CNPJ sendo CLT, com nome sujo ou ter mais de um CNPJ?
Três dúvidas honestas, três respostas diretas. Quem é CLT pode abrir empresa, desde que o contrato de trabalho ou o cargo não tenham cláusula de exclusividade ou vedação (servidor público, por exemplo, tem restrições). Estar com o nome sujo não impede a abertura do CNPJ; pode dificultar crédito e conta PJ, mas não trava o registro. E sim, é possível ter mais de um CNPJ no mesmo CPF, em empresas diferentes, observadas as regras de cada regime (o MEI, por exemplo, só admite um por pessoa).
Quais obrigações continuam depois de aberta?
Abrir a empresa é o começo, não o fim. Depois do CNPJ vem a rotina: emissão de nota fiscal, obrigações acessórias (declarações periódicas ao fisco), departamento pessoal se houver funcionários e a gestão financeira. Essas tarefas se repetem todo mês e exigem acompanhamento contábil contínuo para evitar multas e inconsistências.
Muita gente trata a abertura como uma transação única e descobre, no mês seguinte, que a empresa gera obrigações recorrentes. Há a emissão de nota (NF-e para produtos, NFS-e para serviços), as obrigações acessórias (declarações que o fisco exige mesmo de quem não deve imposto), o departamento pessoal quando há empregados, e a organização financeira (BPO contábil e financeiro) para manter os números confiáveis.
É por isso que a escolha do enquadramento na abertura conversa diretamente com a operação depois. Um regime mal escolhido aparece todo mês na guia de imposto e na carga de obrigações. Acompanhar a empresa desde a abertura evita que pequenas decisões iniciais virem problemas recorrentes.
Em resumo
- Defina os três eixos antes do registro: formato jurídico (EI, SLU ou LTDA), porte (MEI, ME ou EPP) e regime tributário (Simples, Presumido ou Real).
- Registre tudo pela Redesim, que integra viabilidade, Junta Comercial, CNPJ e inscrições em um fluxo único.
- Some ao CNPJ, que é gratuito, os custos reais em faixas: taxa da Junta, alvará, certificado digital e honorários.
- Acompanhe a transição da Reforma Tributária (CBS e IBS), que dá mais peso à escolha de regime, sem promessa de economia.
Perguntas frequentes
Qual o custo de abrir uma empresa?
Depende do tipo e da atividade. O CNPJ é gratuito (Receita Federal, 2026) e o MEI também (Portal do Empreendedor). Para ME e LTDA, o custo soma taxa da Junta, alvará e licenças, certificado digital e honorários contábeis. Como esses valores variam por estado, trate-os como faixas, não como número fixo.
É possível abrir CNPJ de graça?
Sim. A emissão do CNPJ pela Receita Federal não tem taxa (Receita Federal, 2026), e a formalização como MEI é gratuita no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026). Os custos que aparecem se referem a outros itens, como alvará, certificado digital e honorários, não à emissão do cadastro em si.
Quanto custa um CNPJ por mês?
Não existe mensalidade para manter o CNPJ ativo na Receita. O que é recorrente são os impostos do regime (como o DAS do Simples) e, se contratado, o honorário contábil mensal. Ou seja, “CNPJ por mês” se refere a custos de operação da empresa, não a uma taxa de manutenção do cadastro.
Quais são os tipos de empresa (formato, porte e regime)?
“Tipo” combina três eixos. Formato jurídico: EI, SLU ou LTDA. Porte: MEI, ME ou EPP, definido pela receita bruta anual (LC 123/2006). Regime tributário: Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real. Toda empresa reúne uma escolha de cada eixo, e é isso que muitos guias misturam.
O que é necessário para abrir uma empresa?
Você precisa definir o formato jurídico, o porte e o regime, escolher o CNAE e o nome empresarial, e reunir documentos pessoais e o ato constitutivo (contrato social ou requerimento de empresário). Em seguida, registra tudo pela Redesim, que integra a viabilidade, a Junta Comercial, o CNPJ e as inscrições (Redesim/gov.br, 2026).
Quanto tempo demora para abrir uma empresa?
Depende da atividade, do estado e das licenças exigidas. Atividades sem licenciamento especial abrem em poucos dias pelo Balcão Único da Redesim. Quando há exigência de vistoria sanitária, ambiental ou de bombeiros, o prazo aumenta para semanas. O registro costuma ser rápido; as licenças é que alongam o cronograma.
É possível abrir CNPJ sendo CLT?
Em regra, sim. Um empregado CLT pode ser sócio ou titular de empresa, desde que o contrato de trabalho ou a função não imponham exclusividade ou vedação. Servidores públicos e alguns cargos específicos têm restrições. Vale conferir o contrato e, em caso de dúvida, conversar com um contador antes de abrir.
É possível ter mais de um CNPJ no mesmo CPF?
Sim. Uma mesma pessoa pode ser titular ou sócia de mais de uma empresa, em CNPJs diferentes, observadas as regras de cada regime. O MEI é a exceção mais conhecida: cada pessoa pode ter apenas um registro como Microempreendedor Individual. Para os demais formatos, não há esse limite de um por CPF.
A EIRELI ainda existe?
Não. A EIRELI foi extinta pela Lei 14.195/2021, e os registros existentes foram convertidos automaticamente em Sociedade Limitada Unipessoal (SLU), conforme o Planalto. Hoje, quem quer abrir sozinho com responsabilidade limitada usa a SLU. Guias que ainda apresentam a EIRELI como opção vigente estão desatualizados.
É melhor MEI, ME ou LTDA?
Depende do faturamento, da atividade e dos planos de crescimento. O MEI cabe em quem começa pequeno e respeita o limite anual; a ME e a LTDA atendem operações maiores ou com sócios. Não há resposta única nem economia garantida: a escolha pede análise do caso concreto com um contador.


