Em 30 segundos

  • Quem pode: faturamento até R$ 81.000/ano (média de R$ 6.750/mês), atuando sozinho ou com até 1 empregado, em atividade permitida (gov.br, 2026).
  • Abrir é grátis: a formalização é online no Portal do Empreendedor, com login gov.br, e não exige contador.
  • Custo mensal: o DAS-MEI 2026 fica em torno de R$ 82 a R$ 87, conforme a atividade (Receita Federal, 2026).
  • Decisão certa: a ocupação errada trava nota fiscal e tributação; o contador ajuda no enquadramento e na saída do MEI.

R$ 81.000/ano

Limite de faturamento do MEI em 2026 (gov.br, Portal do Empreendedor).

R$ 6.750/mês

Média mensal equivalente ao teto anual de R$ 81.000.

R$ 81,05INSS

Contribuição mensal ao INSS no DAS-MEI 2026, equivalente a 5% do salário-mínimo de R$ 1.621,00.

20%

Margem de excesso do teto que separa o desenquadramento no ano seguinte do efeito retroativo.

Conteúdo informativo; valores variam conforme o caso. Consulte um contador ou advogado tributarista para análise concreta.

Abrir um MEI leva poucos minutos e não custa nada no Portal do Empreendedor. O que custa caro vem depois: escolher uma ocupação que não gera o CNAE certo, formalizar sem saber se a atividade é permitida, ou ignorar o que acontece quando o faturamento passa do teto. Os tutoriais ensinam a clicar. Quase nenhum ajuda a decidir. Este guia faz as duas coisas. Você vai ver os requisitos, o limite de 2026, o passo a passo honesto, o custo mensal e o momento em que o MEI deixa de servir. Nada de promessa de economia, porque a ética contábil (NBC PG 01) não permite garantir resultado.

O que é o MEI e quem pode se formalizar?

Quem pode ser MEI

Pode ser MEI quem fatura até R$ 81.000 por ano, trabalha por conta própria com no máximo um empregado e exerce uma atividade da lista permitida (gov.br, Portal do Empreendedor, 2026). Não pode ser sócio, titular ou administrador de outra empresa. Ao formalizar, você recebe um CNPJ na hora.

O MEI é a porta de entrada da formalização no Brasil. Ao se cadastrar, você ganha um CNPJ próprio, passa a emitir nota fiscal e contribui para a Previdência Social. O comprovante de tudo isso é o CCMEI (Certificado da Condição de Microempreendedor Individual), emitido na mesma hora no Portal do Empreendedor.

Para se enquadrar, quatro condições precisam estar presentes ao mesmo tempo (Sebrae, 2026): faturar dentro do teto anual, atuar sozinho ou com um único empregado, exercer atividade permitida e não participar de outra empresa como sócio ou titular. Falhou em uma delas? O MEI não serve para o seu caso, e é melhor descobrir isso antes do cadastro.

Algumas situações barram a entrada. Quem já é sócio ou administrador de outra empresa não pode abrir MEI. Servidores públicos federais ativos costumam ter restrição para participar da gestão de empresa, conforme o estatuto da carreira (Lei 8.112/1990); as regras estaduais e municipais variam. Estrangeiro precisa de visto permanente ou condição migratória regular. Em nossa experiência, a dúvida mais comum não é “como abro”, e sim “eu posso abrir?”. Vale checar isso primeiro.

Para entender onde o MEI se encaixa entre os formatos, veja o guia sobre os tipos de empresa no Brasil e o panorama de como abrir uma empresa em 2026.

Quais os requisitos e o limite de faturamento do MEI em 2026?

Limite de faturamento do MEI

Em 2026, o limite de faturamento do MEI é de R$ 81.000 por ano, o equivalente a uma média de R$ 6.750 por mês (gov.br, Portal do Empreendedor, 2026). Quem abre durante o ano tem limite proporcional: R$ 6.750 multiplicado pelos meses restantes até dezembro.

O teto de R$ 81.000 vale para o faturamento bruto do ano, não para o lucro. E você não precisa distribuir esse valor por igual entre os meses: pode faturar mais em uma temporada e menos em outra, desde que a soma do ano fique dentro do limite.

Quem abre o MEI no meio do ano usa o limite proporcional. A conta é simples: R$ 6.750 vezes o número de meses entre a abertura e dezembro. Abriu em setembro, por exemplo? O teto daquele ano cobre quatro meses, ou seja, R$ 27.000. Esse detalhe pega muita gente no primeiro ano.

E se passar do teto? A regra divide o excesso em dois cenários. Ultrapassar até 20% (ou seja, até R$ 97.200) tem um efeito; passar acima de 20% tem outro, mais rigoroso, com desenquadramento retroativo. Os detalhes e as datas ficam na seção sobre desenquadramento, mais adiante.

Existe contexto novo no radar, e ele exige cuidado. Tramita no Congresso um projeto que eleva o teto do MEI para R$ 130 mil, com urgência aprovada em março de 2026 e escalonamento previsto até 2028 (Câmara dos Deputados, 2026; G1, 2026). Atenção: é proposta, não lei. Até o fechamento desta edição, em junho de 2026, o limite que vale continua sendo R$ 81.000.

MEI, ME ou autônomo: estou na faixa certa?

Se o seu faturamento esperado já se aproxima de R$ 81.000, ou se a sua atividade não entra na lista do MEI, talvez o caminho seja outro. Pode ser uma ME ou LTDA, ou a atuação como autônomo com recolhimento via carnê. A decisão depende do volume, da atividade e de quem são os seus clientes. Para comparar regime e formato, veja como escolher entre Simples Nacional ou MEI.

Quais atividades são permitidas (e quais são impeditivas)?

Atividades permitidas no MEI

Nem toda profissão pode ser MEI. Só entram as ocupações da lista oficial do SIMEI, definida por resolução do Comitê Gestor do Simples Nacional (Sebrae, 2026). Em geral, atividades intelectuais e profissões regulamentadas ficam de fora. A ocupação escolhida define o CNAE e a tributação.

O MEI não aceita qualquer atividade. A formalização puxa as opções de uma lista oficial de ocupações, anexa à resolução do CGSN (Comitê Gestor do Simples Nacional). Comerciante, cabeleireiro, costureira, eletricista, confeiteiro e muitos prestadores de serviço entram. Profissões intelectuais e regulamentadas, como médico, advogado ou engenheiro, em regra ficam de fora. Na dúvida, vale checar a ocupação direto na lista do SIMEI antes de cadastrar.

Por que isso importa tanto? Porque a ocupação que você escolhe gera o CNAE, e o CNAE define quase tudo o que vem depois: se a tributação terá ISS (serviço) ou ICMS (comércio), como você emite nota, se precisa de inscrição municipal e se a atividade exige alvará. Escolher a ocupação errada é o tropeço mais comum, e o mais caro de corrigir.

Aqui aparece o primeiro ponto em que uma conversa rápida com um contador rende. A Alvera não abre o MEI por você, e nem precisa: o ato é gratuito. O que agregamos é a orientação sobre qual ocupação escolher e se a sua atividade cabe no MEI, sem qualquer promessa de resultado. Quer conferir o enquadramento antes de cadastrar? Fale com a Alvera no WhatsApp.

Como abrir o MEI passo a passo no Portal do Empreendedor?

Passo a passo para abrir o MEI

A abertura é gratuita e online, em seis etapas: ter conta gov.br, acessar o Portal do Empreendedor, informar dados e endereço, escolher a ocupação e o CNAE, emitir o CCMEI e verificar inscrição municipal e alvará (gov.br, serviços, 2026). O CNPJ sai na hora, e o processo não exige contador.

Vamos ser diretos: formalizar o MEI não exige contador nem custa nada. O processo inteiro acontece no Portal do Empreendedor, com a sua conta gov.br. Siga as seis etapas abaixo.

  1. Tenha uma conta gov.br nível prata ou ouro. O acesso ao Portal usa o login único do governo. Se a sua conta ainda é nível bronze, eleve o nível pelo aplicativo gov.br antes de começar.
  2. Acesse o Portal do Empreendedor. No gov.br/empreendedor, clique em “Quero ser MEI” e depois em “Formalize-se”.
  3. Informe dados pessoais e o endereço da atividade. O sistema puxa parte dos dados do seu cadastro. Confira CPF, telefone e o endereço onde a atividade será exercida.
  4. Escolha a ocupação e o CNAE. Selecione a ocupação principal e, se for o caso, as secundárias. Esta é a etapa mais sensível: a escolha define tributação e nota fiscal.
  5. Confirme e emita o CCMEI. Revise tudo, conclua o cadastro e baixe o Certificado da Condição de MEI. O CNPJ já vem ativo nesse documento.
  6. Verifique inscrição municipal e alvará. Conforme o município e a atividade, você pode precisar de inscrição na prefeitura e de alvará de funcionamento. Confira as exigências locais.

Esse é o lado simples. A parte que pesa no bolso vem depois da abertura, com os custos mensais. Se você ainda compara o MEI com outros formatos, vale ver quanto custa abrir uma empresa em cada caso.

Quanto custa o MEI por mês: DAS 2026 e obrigações

Custo mensal do MEI

A formalização é gratuita; o custo recorrente é o DAS-MEI. Em 2026, ele soma R$ 81,05 de INSS (5% do salário-mínimo de R$ 1.621,00) mais ISS ou ICMS, conforme a atividade (Receita Federal, 2026). O valor fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05 por mês.

Abrir não custa nada, mas manter o MEI ativo, sim. O pagamento mensal é o DAS-MEI (Documento de Arrecadação do Simples Nacional), uma guia única de valor fixo. Esse valor reúne a contribuição ao INSS (5% do salário-mínimo) e o imposto da atividade: ISS para serviço, ICMS para comércio e indústria.

Com o reajuste do salário-mínimo para R$ 1.621,00, a contribuição mensal subiu de R$ 75,90 em 2025 para R$ 81,05 em 2026 (Agência Brasil, 2026). Sobre essa base, somam-se R$ 1,00 de ICMS ou R$ 5,00 de ISS. A tabela abaixo mostra o DAS-MEI 2026 por tipo de atividade, conforme a Receita Federal e o CRC-MA (2026).

Tipo de atividadeValor mensal do DAS-MEI 2026Composição
Comércio ou indústriaR$ 82,05INSS mais R$ 1,00 de ICMS
ServiçosR$ 86,05INSS mais R$ 5,00 de ISS
Comércio e serviçosR$ 87,05INSS mais ICMS e ISS
DAS-MEI 2026 por tipo de atividade, sobre a base de INSS de R$ 81,05. Fonte: Receita Federal (2026) e CRC-MA (2026).

Além do DAS todo mês, o MEI tem uma obrigação anual: a DASN-SIMEI, a Declaração Anual do Simples Nacional do MEI, onde você informa o faturamento do ano anterior. É uma declaração simples, mas obrigatória, e deixar de entregá-la gera pendências no CNPJ.

Vale ser claro sobre o que esse valor cobre, sem prometer o que não podemos. O recolhimento via DAS dá acesso a benefícios previdenciários: aposentadoria por idade, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença) e salário-maternidade, conforme as regras de carência do INSS. É um fato do regime, não uma garantia individual de concessão.

Custo de contratar 1 empregado no MEI

O MEI pode ter um único empregado, que deve receber até um salário-mínimo ou o piso da categoria. Mas o custo não para no salário. Sobre a folha incidem encargos em percentuais reduzidos para o MEI: 8% de FGTS mais 3% de INSS patronal sobre o salário do empregado (Sebrae, 2026). Há ainda obrigações de eSocial a cumprir todo mês. Antes de contratar, faça a conta completa: salário mais encargos mais a rotina de folha. Para muitos MEIs, esse é o momento de pensar na migração para ME.

Quando o MEI deixa de servir: desenquadramento e migração

Quando o MEI deixa de servir

O MEI deixa de servir quando o faturamento passa de R$ 81.000, quando entra um sócio, quando se contrata mais de um empregado ou quando a atividade vira impeditiva. O desenquadramento leva a empresa para a categoria de ME no Simples Nacional, com novas obrigações (gov.br, 2026). Excesso acima de 20% do teto tem efeito retroativo.

Aqui está a parte que os tutoriais quase nunca cobrem. O MEI não é para sempre, e sair dele na hora errada custa caro. Quatro situações provocam o desenquadramento: ultrapassar o teto de faturamento, exercer uma atividade que deixou de ser permitida, admitir um sócio ou contratar mais de um empregado.

O excesso de faturamento tem dois caminhos. Se você ultrapassa o teto em até 20% (até R$ 97.200), o desenquadramento vale a partir do ano seguinte, e você recolhe a diferença. Se ultrapassa acima de 20%, o efeito é retroativo a janeiro do ano em que o excesso ocorreu, com recolhimento dos tributos como ME desde aquele ponto, conforme a resolução do CGSN (gov.br, 2026).

Na prática, o desenquadramento significa virar uma Microempresa no Simples Nacional, com novas obrigações acessórias e uma tributação calculada por anexo, e não mais o valor fixo do DAS. Não é o fim do mundo, e é o caminho natural de quem cresce. Para entender o destino, veja como abrir uma ME ou LTDA e a comparação entre Simples Nacional e MEI.

Some a isso o pano de fundo de 2026: a Reforma Tributária começou a transição para a CBS e o IBS, os dois novos tributos sobre o consumo. O Simples Nacional foi mantido, mas o modelo de créditos muda o cálculo para quem cresce. Não há motivo para alarme nem promessa de impacto. Há, sim, mais um motivo para planejar a saída do MEI com antecedência, em vez de ser pego pelo limite no meio do ano.

Quando vale a pena ter um contador?

Vamos repetir o que já dissemos: para abrir o MEI, você não precisa de contador. O ato é gratuito e você mesmo faz pelo Portal do Empreendedor. Para decidir e crescer, aí a conversa muda.

A Alvera entra onde a decisão pesa: diagnóstico de enquadramento, escolha do CNAE, checagem de atividades impeditivas, planejamento da saída do MEI e organização das obrigações acessórias num relacionamento contínuo. Tudo sem prometer economia, porque a ética contábil não permite garantir resultado. O que oferecemos é clareza para você escolher com base no seu caso real.

Abrir um MEI é simples e gratuito. O cuidado mora na decisão, escolher a ocupação certa, e no acompanhamento depois, quando o negócio cresce. É aí que faz diferença ter quem oriente.

Perguntas frequentes sobre abrir um MEI

É melhor ter CNPJ ou MEI?

O MEI já é um CNPJ: ao se formalizar, você recebe o cadastro na hora. A pergunta real é qual formato de CNPJ cabe no seu caso. O MEI serve para quem fatura até R$ 81.000 e atua sozinho; acima disso, ME ou LTDA atendem melhor. Compare os formatos no guia sobre tipos de empresa.

Quanto custa para abrir um MEI?

A abertura é gratuita no Portal do Empreendedor (gov.br, 2026). Não há taxa de registro nem exigência de contador para formalizar. O custo aparece depois, no DAS-MEI mensal, que em 2026 fica entre cerca de R$ 82 e R$ 87, conforme a atividade (Receita Federal, 2026). Ou seja, abrir é de graça; manter tem um valor fixo baixo.

Como funciona o imposto de renda para o MEI em 2026?

São dois planos diferentes. A empresa MEI presta contas pela DASN-SIMEI, a declaração anual de faturamento. A pessoa física titular pode precisar entregar a declaração de IRPF se cair em alguma regra de obrigatoriedade da Receita, considerando a parcela isenta e o lucro tributável do negócio, conforme as regras de obrigatoriedade do ano (Receita Federal, 2026). Não há isenção automática garantida; depende do caso.

Quem recebe BPC/LOAS pode abrir MEI?

A regra exige cuidado, porque a renda do MEI pode afetar o benefício assistencial, que tem critério de renda familiar. Abrir o MEI não é automaticamente impeditivo, mas o impacto sobre o BPC/LOAS precisa ser avaliado caso a caso, conforme o critério de renda vigente. Antes de formalizar, vale checar a situação junto ao INSS ou ao CRAS para não perder o benefício sem querer.

É possível ter 2 CNPJ no mesmo CPF?

Como MEI, não: cada CPF pode ter apenas um registro de Microempreendedor Individual. Você pode, porém, ser titular ou sócio de outra empresa em regime diferente, observadas as regras de cada formato. Vale lembrar: estar com o CPF com restrição ou nome sujo não impede abrir MEI; sobre isso, veja se dá para abrir empresa com o nome sujo.

Qual o limite de faturamento do MEI em 2026?

O limite em vigor é de R$ 81.000 por ano, com média de R$ 6.750 por mês (gov.br, 2026). Quem abre durante o ano usa o limite proporcional aos meses restantes. Tramita no Congresso uma proposta de elevar o teto para R$ 130 mil, escalonada até 2028, mas ela ainda não foi sancionada e não vale hoje (Câmara dos Deputados, 2026).

A.

Time Alvera

Contabilidade Consultiva · CRC/SP

A Alvera é uma contabilidade consultiva que atende empresas em todo o Brasil, do MEI ao Lucro Real. Nosso time combina contadores experientes com analistas tributários que acompanham as mudanças regulatórias para que o cliente nunca pague mais imposto do que precisa.

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