Abrir empresa com contabilidade deixou de ser só preencher um cadastro. Desde 1º/12/2025, a decisão de regime acontece na hora do CNPJ, e isso muda quem você escolhe para abrir.

Em 30 segundos

  • Contador obrigatório: exceto o MEI, nenhum CNPJ é emitido sem a assinatura de um contador desde 1º/12/2025, conforme o CFC (2025).
  • Regime na largada: a escolha entre Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real é feita no ato da abertura, pelo Módulo Administração Tributária (MAT) da Receita.
  • Quatro etapas: a abertura segue o fluxo da Redesim (viabilidade, registro, inscrição tributária e licenciamento), e o regime é decidido na inscrição tributária.
  • Custo é faixa, não número oficial: segundo o mercado, abrir fica entre R$ 500 e R$ 3.000, conforme estado, natureza jurídica e atividade (Contabilizei, 2026).
  • Enquadrar certo protege o caixa: um regime mal escolhido na largada vira custo recorrente mês a mês; a taxa de abertura é paga uma vez só.

R$ 4,8mi

Teto de receita bruta anual para opção pelo Simples Nacional (Lei Complementar 123/2006).

R$ 78mi

Teto de receita bruta anual admitido no Lucro Presumido (Lei 12.814/2013).

R$ 81mil

Limite de faturamento anual do MEI, a formalização mais simples e gratuita.

4etapas

Do fluxo da Redesim, da viabilidade ao licenciamento, com o regime decidido na inscrição tributária.

Conteúdo informativo; limites conforme a legislação vigente em 2026 e sujeitos a mudança por novas normas. Confirme sempre na fonte oficial.

Abrir empresa em 2026: o que mudou e por que o enquadramento vem antes do CNPJ

Desde 1º/12/2025, o regime tributário é definido no ato da abertura, e nenhum CNPJ nasce sem a assinatura de um contador, conforme o CFC (2025). A Receita criou o Módulo Administração Tributária (MAT) e integrou a autorização do profissional contábil à emissão do registro.

Na prática, a escolha do regime saiu da gaveta do “depois a gente resolve”. Ela entra na própria abertura. Para o MEI, nada muda: a formalização continua gratuita e dispensa contador obrigatório.

Para todas as demais naturezas jurídicas, o contador é exigido por lei desde o registro. Isso responde a uma dúvida comum: sim, abrir empresa (fora o MEI) pressupõe contabilidade responsável desde o primeiro dia.

Vale uma observação que poucos players fazem. Abrir barato não é o que protege o caixa, abrir enquadrado certo é. Um regime mal escolhido na largada vira custo recorrente que se paga mês após mês, ao passo que a taxa de abertura é gasta uma vez só. Quer entender como essa decisão se conecta à estratégia da empresa? Veja nosso guia de planejamento tributário.

As 4 etapas da Redesim para abrir sua empresa

A abertura de empresa no Brasil segue quatro etapas padronizadas pela Redesim: viabilidade, registro, inscrição tributária e licenciamento, conforme o portal gov.br/Redesim (2026). O MAT, a novidade de 2025, atua na etapa de inscrição tributária. Veja o caminho completo, com o ponto exato onde o regime é decidido.

  1. Viabilidade. Consulta de nome empresarial, local e atividade (CNAE) antes de qualquer protocolo.
  2. Registro. Arquivamento na Junta Comercial e elaboração do contrato social.
  3. Inscrição tributária. É aqui que a assinatura do contador autoriza o CNPJ e o regime é selecionado no MAT.
  4. Licenciamento. Alvará e exigências de Vigilância Sanitária e Bombeiros, conforme a atividade e o município.

Onde o contador atua em cada etapa

O trabalho contábil acompanha a empresa do começo ao fim do processo. Na viabilidade, define o CNAE correto. No registro, prepara o contrato social e o Documento Básico de Entrada (DBE).

Na inscrição tributária, é onde a assinatura do contador autoriza o CNPJ e o regime é selecionado no MAT. No licenciamento, orienta sobre alvará e exigências do município. Em paralelo, emite o certificado digital e-CNPJ, necessário para a empresa operar.

CNAE e natureza jurídica: as duas decisões que travam ou liberam seu regime

Duas escolhas feitas na abertura definem o resto: o CNAE, que descreve a atividade da empresa, e a natureza jurídica, que define responsabilidade e estrutura societária. Ambas condicionam quais regimes tributários ficam disponíveis, segundo as regras da Redesim (2026).

Errar aqui custa caro em retrabalho. Um CNAE impreciso pode impedir o enquadramento mais adequado ou exigir alterações contratuais depois. Uma natureza jurídica inadequada pode expor o patrimônio pessoal do sócio sem necessidade.

Por isso a decisão pede análise, não chute. É o mesmo cuidado de quem faz um bom diagnóstico antes de agir, como mostramos no passo a passo de como fazer planejamento tributário.

Quando faz sentido cada natureza jurídica

O MEI atende quem fatura pouco e atua sozinho, com formalização gratuita. O Empresário Individual (EI) e a Sociedade Limitada Unipessoal (SLU) servem a quem trabalha sem sócio, sendo que a SLU separa o patrimônio pessoal do empresarial.

A LTDA é a escolha clássica para dois ou mais sócios. Em nossa experiência atendendo aberturas, a dúvida real raramente é “qual a melhor”, e sim “qual cabe no seu faturamento, atividade e plano de crescimento”. Por isso evitamos cravar um modelo sem conhecer o caso.

Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real: o enquadramento na largada

Os chamados “três tipos de CNPJ” são, na verdade, três regimes tributários: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. O Simples atende empresas com receita bruta de até R$ 4,8 milhões por ano, conforme a Lei Complementar 123/2006 (Planalto, com redação da LC 155/2016).

Abrir empresa no Simples Nacional costuma ser a porta de entrada de quem está começando, pela carga unificada e pela burocracia menor. Mas porta de entrada não é sinônimo de melhor escolha para todo perfil.

Dependendo da atividade e da margem, o Lucro Presumido pode ser mais adequado. Ele é admitido para empresas com receita bruta de até R$ 78 milhões por ano, conforme a Lei 12.814/2013 (Planalto). O Lucro Real é obrigatório acima desse teto e para alguns setores. O objetivo nunca é “pagar menos”, é o enquadramento adequado ao seu faturamento.

Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real na abertura

Comparativo dos três regimes tributários que entram em jogo já na abertura, com faixa de faturamento e perfil típico de cada um.

Critério Simples Nacional Lucro Presumido Lucro Real
Faixa de faturamento Até R$ 4,8 mi/ano Até R$ 78 mi/ano Acima de R$ 78 mi/ano
Perfil típico na abertura Começo de operação, carga unificada e menos burocracia Margens maiores ou atividades fora do Simples Obrigatório no teto e em setores específicos

Limites conforme a LC 123/2006 (Simples) e a Lei 12.814/2013 (Lucro Presumido), Planalto. O enquadramento adequado depende da atividade e da margem; não há economia garantida.

Comparar regimes a fundo exige olhar margem, folha e atividade. Aprofunde a escolha em nosso guia de qual regime tributário escolher e, para sócios pessoa física, em planejamento tributário para pessoa física.

Quanto custa e quanto tempo leva para abrir

O custo de abrir uma empresa no Brasil varia segundo o mercado entre R$ 500 e R$ 3.000, conforme estado, natureza jurídica e atividade, de acordo com levantamento da Contabilizei (2026). Trate como faixa de mercado, não como número oficial.

Esse total reúne itens distintos. A taxa de Junta Comercial costuma ficar entre R$ 100 e R$ 1.000, e o certificado digital e-CNPJ entre R$ 200 e R$ 400, segundo a mesma fonte de mercado. A mensalidade de contabilidade entra à parte e varia pelo porte da operação.

O prazo depende do licenciamento da atividade. O MEI é gratuito e imediato pelo Portal do Empreendedor (gov.br, 2026). E o tal “13º do contador”? Não existe obrigação legal de um 13º honorário, isso é convenção comercial de cada escritório, não uma regra.

A Alvera cuida da abertura 100% online e define CNAE, natureza jurídica e regime com você, na largada. Quando quiser começar, fale com a Alvera no WhatsApp.

Por que abrir empresa com a Alvera

A Alvera não vende “abertura grátis”. Entrega a decisão correta de CNAE, natureza jurídica e regime no ato da abertura, 100% online em todo o Brasil. A obrigatoriedade do contador desde a abertura, exceto MEI, está prevista em lei e reforçada pelo CFC (2025).

Quem assina o seu processo são contadoras com registro no CRC, sob a ética da NBC PG 01. O atendimento é consultivo: explicamos cada escolha, sem promessas de economia e sem garantia de resultado.

O certificado digital e-CNPJ é emitido dentro do próprio processo, um dos serviços núcleo do escritório. Da abertura em diante, a empresa segue acompanhada em planejamento tributário para empresas e em consultoria tributária.

Quem assina seu processo

A abertura e o enquadramento são conduzidos pelas sócias da Alvera: Camila Bandeira Bonfim (CRC 2SP045966/O-7), com atuação em abertura, estruturação de empresas e planejamento tributário, e Camila Cardoso Correa (CRC 2SP045967), responsável por departamento pessoal e obrigações acessórias. Registro ativo no CRC/SP e atendimento 100% online em todo o Brasil.

Contexto 2026: Reforma Tributária e isenção do IRPF na sua decisão

Duas mudanças de 2026 pesam na abertura. A Reforma Tributária cria a CBS e o IBS, e a isenção de IRPF para rendimentos até R$ 5.000 por mês passa a valer em 01/01/2026, conforme a Lei 15.270/2025 (Planalto).

Esses pontos influenciam a decisão entre atuar como pessoa física ou abrir PJ, e a definição de pró-labore na largada. É um contexto que conteúdos antigos não cobrem. Entenda o que muda em planejamento tributário e a Reforma Tributária.

Perguntas frequentes

Quem abre empresa é obrigado a ter contador?

Sim. Com exceção do MEI, todas as empresas no Brasil são obrigadas por lei a ter contabilidade responsável desde a abertura, e desde 1º/12/2025 nenhum CNPJ é emitido sem a assinatura de um contador, conforme o CFC (2025).

Qual regime tributário escolher ao abrir empresa?

Depende do faturamento, da atividade (CNAE) e da natureza jurídica. Desde 1º/12/2025, essa escolha é feita no ato da abertura pelo Módulo Administração Tributária da Receita. O regime certo é o adequado ao seu perfil, não o que parece mais barato. Fonte: CFC, 2025.

Quanto custa abrir um CNPJ pela contabilidade?

Segundo o mercado, a abertura fica entre R$ 500 e R$ 3.000, variando por estado, natureza jurídica e atividade, conforme a Contabilizei (2026). Itens como taxa de Junta Comercial e certificado digital entram nesse total. Não é número oficial, é faixa de referência.

Posso abrir como MEI e mudar depois?

Sim. O MEI é a formalização mais simples e pode ser migrado para outra natureza jurídica conforme a empresa cresce. O limite de faturamento do MEI é de R$ 81 mil por ano, conforme a Lei Complementar 123/2006 (Planalto). A mudança é comum e planejável.

Quanto tempo leva para abrir uma empresa?

Varia conforme a etapa de licenciamento e o município. O MEI é imediato e gratuito pelo Portal do Empreendedor (gov.br). Para as demais naturezas jurídicas, o prazo depende do registro na Junta Comercial e das exigências de alvará da atividade.

Pronto para abrir sua empresa? Fale com a Alvera e abra seu CNPJ enquadrado certo, com a decisão de regime feita na largada. É só chamar no WhatsApp.