Em resumo rápido
- Abertura gratuita: pelo Portal do Empreendedor custa R$ 0,00; quem cobra vende intermediação dispensável.
- Custo real: o DAS mensal fica de R$ 82,05 a R$ 87,05 em 2026, conforme a atividade (Receita Federal, 2026).
- Requisitos centrais: até R$ 81.000/ano, ocupação permitida e não ser sócio de outra empresa.
- Depois de abrir: o que sustenta o CNPJ é o DAS todo mês, a nota fiscal e a declaração anual (DASN-SIMEI).
R$ 0,00abertura
Custo para formalizar o MEI pelo Portal do Empreendedor (gov.br, 2026).
R$ 81.000/ano
Teto de faturamento do MEI em 2026, proporcional aos meses de atividade no ano de abertura.
R$ 81,05INSS
Parcela do INSS no DAS mensal de 2026, equivalente a 5% do salário-mínimo de R$ 1.621,00.
R$ 87,05/mês
DAS mensal máximo em 2026, para quem exerce comércio e serviços na mesma atividade.
Conteúdo informativo; valores variam conforme o caso. Consulte um contador para análise concreta.
A parte que o Google costuma esconder não é o “como abrir”. É o depois. Metade das páginas que ranqueiam ou cobra por um serviço dispensável ou para na formalização e deixa você sozinho no dia seguinte. Aqui você tem as duas coisas que importam: o passo a passo real de 2026, com os números oficiais, e o que fazer assim que o CCMEI sai.
O que é MEI (e por que abrir vale a pena)
O MEI, Microempreendedor Individual, é o regime que dá um CNPJ a quem trabalha por conta própria e fatura até R$ 81.000 por ano (gov.br, 2026). Ele integra o Simples Nacional pelo sistema SIMEI, com uma contribuição fixa mensal no lugar da maioria dos tributos. É a porta de entrada mais simples da formalização no Brasil.
Na prática, o CNPJ abre portas. Você passa a emitir nota fiscal, abrir conta bancária PJ e contratar serviços em nome da empresa. Cada DAS pago conta como contribuição ao INSS, o que garante benefícios como aposentadoria, auxílio-doença e salário-maternidade. O CNPJ ativo também facilita o acesso a linhas de crédito voltadas a pequenos negócios.
Vale para quem está começando, mas não é um regime “para sempre”. Ele tem limites de faturamento e de atividade que exigem atenção ao longo do caminho. Se quiser um mapa completo da jornada, veja nosso guia de contabilidade para MEI, que reúne abertura, manutenção e crescimento em um só lugar.
Requisitos: quem pode ser MEI em 2026
São quatro condições básicas para ser MEI, e o teto de faturamento é R$ 81.000 por ano, proporcional aos meses de atividade no ano de abertura (gov.br, 2026). Antes de acessar o portal, confira se você marca todos os itens abaixo. Se algum falhar, o caminho pode ser outro regime.
- Faturar até R$ 81.000 por ano (valor proporcional no primeiro ano de atividade).
- Exercer uma ocupação permitida, presente na lista oficial de CNAE do MEI.
- Não ser sócio, titular ou administrador de outra empresa.
- Ter, no máximo, um empregado contratado.
Segundo a Receita, cerca de metade das empresas ativas no país são MEIs, sinal de como o regime cabe em perfis muito diferentes. Ainda assim, alguns casos geram dúvida. Vale conferir cada um antes de decidir.
Aposentado pode ser MEI?
Em geral, sim. O aposentado por tempo de contribuição ou por idade pode abrir MEI e seguir contribuindo (INSS, 2026). Quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente (antiga por invalidez) ou o BPC/LOAS precisa avaliar o impacto antes, porque exercer atividade remunerada pode afetar o benefício. Na dúvida, confirme sua situação no INSS antes de formalizar.
Servidor público pode ser MEI?
Depende do vínculo. O servidor público federal em atividade, em regra, não pode ser MEI, por vedação da Lei 8.112/1990 ao exercício de comércio ou gerência de empresa (Planalto, Lei 8.112/1990, art. 117). Estados e municípios seguem estatutos próprios, então a resposta muda conforme o cargo. Cheque o seu antes de abrir.
Quer a lista completa de quem se enquadra e quem fica de fora? Veja o detalhamento em quem pode ser MEI.
Documentos e o que ter em mãos antes de começar
Abrir MEI não exige papelada física: tudo acontece online e a formalização sai em minutos (gov.br, 2026). O que atrasa a maioria das pessoas não é documento, é a conta gov.br em nível baixo. Separe estes itens antes de começar:
- CPF e seus dados pessoais (nome, data de nascimento, nome da mãe).
- Título de eleitor ou o número do recibo da última declaração do IRPF.
- Endereço residencial e o endereço onde a atividade será exercida.
- Telefone e e-mail atualizados para contato.
- A atividade principal que você vai exercer, já pensada em termos de CNAE.
Um ponto trava muita gente: a conta gov.br precisa estar no nível prata ou ouro para autenticar a abertura. Se a sua estiver no nível bronze, eleve o nível pelo app gov.br usando reconhecimento facial, o app do seu banco credenciado ou a validação por biometria. Resolva isso antes e o resto flui.
Passo a passo para abrir MEI gratuito pelo Portal do Empreendedor
O único canal oficial e gratuito de formalização é o Portal do Empreendedor, no gov.br (gov.br, 2026). Não pague por isso. Qualquer site que cobre uma “taxa de abertura” está vendendo intermediação que você não precisa. O fluxo real tem cinco passos e termina com o CCMEI emitido na hora.
Passo a passo para abrir o MEI
A abertura é gratuita e online, em cinco etapas: acessar o Portal do Empreendedor, autenticar com a conta gov.br, preencher os dados, escolher a ocupação e o CNAE e emitir o CCMEI na hora. O CNPJ sai na mesma hora e o processo não exige contador.
- Acesse o Portal do Empreendedor. Entre no Portal do Empreendedor (gov.br) e clique em “Quero ser MEI” e, em seguida, em “Formalize-se”. Confirme sempre o domínio gov.br na barra do navegador para não cair em site errado.
- Autentique com a conta gov.br. O sistema pede login pela conta gov.br. Use o nível prata ou ouro que você já preparou. Sem esse nível, a autenticação falha e o cadastro não avança.
- Preencha os dados e verifique as condições. Boa parte dos campos já vem preenchida a partir do seu CPF. Confira nome, endereço e contato. Leia com atenção as declarações de que você cumpre os requisitos antes de seguir.
- Escolha a ocupação principal e as secundárias (CNAE). Selecione a atividade principal e, se fizer sentido, até 15 atividades secundárias, todas dentro da lista permitida. Informe também a forma de atuação: estabelecimento fixo, porta a porta, internet ou local do cliente. Essa escolha define seus tributos.
- Confirme, aceite as declarações e emita o CCMEI. Revise o resumo, aceite os termos e conclua. O CNPJ é criado na hora e você baixa o Certificado da Condição de MEI, o CCMEI. Ele é o comprovante da sua empresa; guarde o arquivo.
Como abrir MEI pelo celular
Dá para fazer tudo pelo aplicativo MEI, disponível para Android e iOS. O fluxo é o mesmo dos cinco passos acima: login gov.br, dados, ocupação e emissão do CCMEI. Depois de aberto, o próprio app serve para gerar o DAS e acompanhar as obrigações. Para quem não tem computador, esse é o caminho.
Quanto custa abrir e manter um MEI em 2026
Abrir custa R$ 0,00. O que existe é um custo mensal fixo: o DAS, que em 2026 varia de R$ 82,05 a R$ 87,05 conforme a atividade (Receita Federal, 2026). Ou seja, quem cobra para “abrir MEI” cobra por algo que o governo entrega de graça.
O DAS reúne o INSS mais o imposto da sua atividade. A parcela do INSS é 5% do salário-mínimo, que em 2026 é R$ 1.621,00, o que dá R$ 81,05 (Planalto, Decreto 12.797/2025). O reajuste foi confirmado pela imprensa oficial: a contribuição do MEI subiu de R$ 75,90 para R$ 81,05 em 2026 (Agência Brasil, 2026). Sobre esse INSS somam-se R$ 1,00 de ICMS (comércio e indústria) ou R$ 5,00 de ISS (serviços).
| Perfil de atividade | Tributos incluídos | Valor do DAS |
|---|---|---|
| Comércio ou indústria | INSS R$ 81,05 mais ICMS R$ 1,00 | R$ 82,05 |
| Serviços | INSS R$ 81,05 mais ISS R$ 5,00 | R$ 86,05 |
| Comércio e serviços | INSS R$ 81,05 mais ICMS R$ 1,00 mais ISS R$ 5,00 | R$ 87,05 |
Uma exceção importante: o MEI transportador autônomo de cargas recolhe o INSS a 12% do salário-mínimo, e não a 5%, o que eleva bastante o valor mensal (Receita Federal, 2026). Se for o seu caso, o piso comum de R$ 82,05 a R$ 87,05 não se aplica. Confirme sempre o número exibido no PGMEI ao gerar a guia.
Como escolher a ocupação (CNAE) certa
O CNAE não é detalhe: ele define quais impostos você paga, se pode emitir nota para pessoa jurídica e até se a atividade cabe no MEI. Escolher errado é o erro mais comum de quem abre sozinho, e ele pode travar a emissão de nota fiscal logo na primeira venda.
A regra é simples. A atividade que gera a maior parte da sua receita entra como principal. As demais, quando existem, entram como secundárias. Todas precisam estar na lista oficial de ocupações permitidas ao MEI, publicada no gov.br. Se a atividade não aparece lá, ela não pode ser MEI, ponto.
Na dúvida entre códigos parecidos, pare antes de confirmar. Prestadores de serviço costumam ter mais margem de erro aqui. Veja como acertar em qual ocupação colocar no MEI para prestador de serviços antes de fechar o cadastro.
O que fazer depois de abrir o MEI (o passo que ninguém conta)
Abrir é o começo. Um CNPJ só se mantém válido com obrigações em dia, e é aqui que a maioria dos guias te abandona. Mais de 15 milhões de MEIs estão ativos no Brasil, e muitos só descobrem essas etapas quando já atrasaram algo (gov.br, 2026). Este é o seu checklist do dia seguinte.
- Pague o DAS todo mês, até o dia 20, pelo PGMEI ou pelo app MEI. Atrasos geram juros e multa e podem levar ao cancelamento do CNPJ.
- Guarde o CCMEI e anote o CNPJ. Você vai precisar deles em bancos, clientes e órgãos.
- Emita nota fiscal quando o cliente for pessoa jurídica ou quando a atividade exigir. A NFS-e para o MEI é gratuita e nacional.
- Entregue a DASN-SIMEI até 31 de maio de cada ano, declarando o faturamento do ano anterior.
- Verifique alvará e inscrição municipal na prefeitura da sua cidade, mesmo trabalhando de casa.
Na nossa rotina de escritório
O tropeço mais comum de quem abre sozinho não é o pagamento do DAS: é esquecer a DASN-SIMEI e escolher um CNAE que não permite emitir nota para o tipo de cliente que a pessoa atende. Os dois erros só aparecem meses depois, quando já viraram dor de cabeça. Vale conferir esses dois pontos ainda na primeira semana.
Cada uma dessas etapas tem seus prazos e detalhes. Reunimos tudo, com datas e o que acontece se você atrasar, no guia de obrigações do MEI.
Quando vale a pena ter um contador
A lei não obriga o MEI a ter contador, e no começo muita gente dá conta sozinha (gov.br, 2026). O apoio contábil passa a fazer diferença em situações específicas, não como atalho para pagar menos, e sim para manter tudo em conformidade e apoiar o crescimento com segurança.
Alguns sinais de que é hora de buscar ajuda: você contratou um funcionário, começou a emitir notas de valor alto, ficou em dúvida sobre enquadramento ou percebeu que o faturamento vai encostar no teto de R$ 81.000. Quando a receita cresce de verdade, o caminho natural é migrar para ME dentro do Simples Nacional. Entendemos essa decisão em MEI ou ME.
Se você prefere entender antes de decidir se precisa de apoio, veja quando o contador realmente compensa em MEI precisa de contador. O objetivo aqui é sempre o mesmo: um negócio regular, sem sustos com o Fisco.
Vai abrir MEI ou já abriu e não sabe o próximo passo? A Alvera não cobra para você abrir MEI, isso é gratuito pelo governo. Ajudamos quando o negócio cresce: enquadramento, obrigações em dia e a hora certa de virar ME, sem qualquer promessa de resultado. Fale com a gente no WhatsApp e organize sua contabilidade com clareza.
Perguntas frequentes sobre abrir o MEI
Como abrir MEI gratuitamente?
Acesse o Portal do Empreendedor no gov.br, clique em “Quero ser MEI” e depois em “Formalize-se”. Autentique com sua conta gov.br nível prata ou ouro, preencha os dados, escolha a ocupação (CNAE) e emita o CCMEI. Todo o processo é gratuito e sai em minutos (gov.br, 2026).
Quanto custa para abrir um MEI?
A abertura custa R$ 0,00 pelo Portal do Empreendedor. O que existe é o DAS mensal, que em 2026 fica entre R$ 82,05 e R$ 87,05, conforme a atividade (Receita Federal, 2026). Sites que cobram “taxa de abertura” vendem intermediação dispensável.
O que preciso para abrir MEI?
Você precisa de CPF, dados pessoais, título de eleitor ou recibo do IRPF, endereço e telefone. Além disso, uma conta gov.br em nível prata ou ouro e uma atividade permitida na lista de ocupações do MEI. O faturamento previsto deve caber no teto de R$ 81.000 por ano (gov.br, 2026).
Posso abrir MEI pelo celular?
Sim. O aplicativo MEI, disponível para Android e iOS, permite abrir o CNPJ com o mesmo fluxo de cinco passos do site. Depois da abertura, o app também gera o DAS e acompanha suas obrigações. É a via mais prática para quem não tem computador.
O que acontece se o MEI não pagar o DAS?
O atraso gera juros e multa sobre a guia. Meses sem pagar suspendem os benefícios do INSS e, na inadimplência prolongada, o CNPJ pode ser cancelado pela Receita. Regularizar é possível pelo PGMEI, com o valor corrigido. O ideal é não deixar acumular.
Aposentado ou servidor público pode ser MEI?
Aposentados por idade ou por tempo de contribuição em geral podem, e continuam contribuindo pelo DAS (INSS, 2026). Quem recebe aposentadoria por incapacidade permanente ou o BPC/LOAS precisa avaliar o impacto. Servidor público federal em atividade, em regra, não pode (Lei 8.112/1990). Confirme sua situação antes de abrir.


